sexta-feira, 29 de março de 2019

Gestão dos ecossistemas e desenvolvimento sustentável


  Um ecossistema sustentável funciona em equilíbrio dinâmico, sendo capaz de compensar entradas ou saídas de matéria e de energia e manter estáveis as suas características ao longo do tempo. Se não houver um equilíbrio dinâmico, a satisfação das necessidades das gerações futuras irá ser comprometida.
  Eu acho que, se os resultados do modelo de desenvolvimento atual se manterem, as sociedades humanas irão crescer à custa de um consumo intensivo e sem controlo dos recursos dos ecossistemas, levando ao seu esgotamento e ao colapso das próprias sociedades e do ambiente, para evitar isso, devemos adotar um modelo sustentável, onde o crescimento da população humana estabilizará devido a níveis satisfatórios de alimentação, consumo, produção indústrial e poluição. Assim com um desenvolvimento sustentável, conseguimos satisfazer as necessidades atuais, sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.
  O ser humano, através de atividades como o comércio, a indústria, a agricultura, os transportes e o consumo, causa um grande impacte no meio ambiente, pois altera-o, afeta o Planeta Terra, causando estragos irreparáveis, como a poluição, chuvas ácidas, o efeito estufa, o uso excessivo de fertilizantes, o abate de árvores, etc..
  Para nos ajudar a calcular a quantidade de recursos naturais que utilizamos para sustentar o nosso estilo de vida, foi  criada, a pegada ecológica, que mede a quantidade de terra produtiva e de água que um indivíduo ou uma população necessita para produzir todos os recursos que consome e para absorver os resíduos que produz. Para calcular a pegada ecológica são feitas várias perguntas, como por exemplo: Quantas pessoas moram em tua casa?; Como vais para o emprego/escola?; Qual o sistema de aquecimento da casa?; Quantas torneiras há em tua casa?; Quantas refeições feitas em casa é que comes por semana?; Procuras comprar alimentos produzidos localmente?; Praticas compostagem dos resíduos orgânico?; entre outras. Podemos, assim avaliar se a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do Planeta em oferecer, renovar os seus recursos e absorver os resíduos que geramos. Este calculo depende da cidade e da casa onde moramos, dos móveis, eletrodomésticos que temos, das roupas que usamos, do meio de transporte que utilizamos, dos produtos que compramos, do que comemos, de como ocupamos os tempos livres, etc.
 (Para diminuir a nossa pegada ecológica devemos, evitar sacos de plástico, comprar material reciclado e fazer reciclagem, utilizar mais os transportes públicos, reduzir o consumo de água, etc).

Todos nós necessitamos dos benefícios que nos trazem os ecossistemas:
  • Serviços de produção (bens produzidos ou aprovisionados pelos ecossistemas, normalmente alimento, água doce, lenha, fibra, bioquímicos ou recursos genéticos).
  • Serviços de regulação(benefícios obtidos da regulação dos processos de ecossistema, nomeadamente a regulação do clima, da doenças e de cheias).
  • Serviços de suporte (necessários para a produção de todos os outros serviços, nomeadamente, a formação de solo, os ciclos de nutrientes ou a produtividade primária, ou seja fotossíntese).
  • Serviços de cultura (benefícios não materiais obtidos dos ecossistemas, nomeadamente ao nível espiritual, recreativo, estético ou educativo).

Sendo, a biodiversidade o que se encontra na base de todos os serviços prestados pelos ecossistemas, de que depende o bem-estar humano.
Concluímos assim que todos os seres humanos são afetados, direta ou indiretamente, pelas alterações dos ecossistemas e dos seus serviços e que a proteção dos ecossistemas, a melhoria da produção e um consumo moderado, apoiados na valorização da Natureza e na partilha de recursos, são opções necessárias à conservação dos ecossistemas e dos seus serviços; e que nós os humanos temos que adotar um modelo sustentável, reduzir a nossa pegada ecológica, mudar, ganhar coragem e agir, fazer a diferença, lutar pelo nosso FUTURO!


domingo, 17 de março de 2019

Equilíbrio dinâmico e sustentabilidade da Terra


 A substituição ordenada e gradual da comunidade de seres vivos, que resulta no equilíbrio dinâmico do ecossistema, é uma sucessão ecológica.
 Uma sucessão ecológica passa por três fases: a comunidade pioneira, a comunidade intermédia e a comunidade clímax.
 A comunidade pioneira é formada pelas primeiras espécies (musgos, líquenes) a fixarem-se num local.
 A comunidade intermédia é formada por arbustos, animais herbívoros, seus predadores e árvores de grande porte.
 A comunidade clímax é formada por espécies diversificadas e estáveis, num ecossistema desenvolvido e equilibrado.
 A sucessão ecológica primária ocorre num local que nunca foi ocupado por seres vivos.
 A sucessão ecológica secundária ocorre num local de onde foi removida a comunidade (até então existente), devido a algum tipo de perturbação.
 Um ecossistema sustentável funciona em equilíbrio dinâmico, sendo capaz de compensar entradas ou saídas da matéria e de energia e manter estáveis as suas características ao longo do tempo.

terça-feira, 12 de março de 2019

Reflexão sobre a ação humana nos ciclos da matéria

Como os recursos são finitos, a vida na Terra, depende da reciclagem equilibrada que deve ocorrer nos ciclos da matéria.


A interferência do ser humano nos ciclos da matéria pode acelerar, atrasar ou modificar o seu funcionamento, com graves consequências para os ecossistemas, incluindo a própria espécie humana.
Sendo cada vez mais importante o estudo do ciclo da matéria. Só assim se pode:
-Avaliar o impacte ambiental de uma substância potencialmente perigosa
-Medir os efeitos da poluição
-Tratar adequadamente os lixos
-Usar racionalmente a água, o solo, as rochas e os minerais
-Controlar o abate de florestas
-As perdas de fertilizantes na agricultura
-Ou o aumento de gases com efeito estufa na atmosfera
Com o abate de árvores as plantas realizam cada vez menos a fotossíntese, consequentemente há menos consumo de dióxido de carbono pelas plantas, levando a uma maior quantidade de dióxido de carbono na atmosfera e há diminuição da produção de oxigénio, logo a captação de oxigénio pelos organismos produtores, consumidores e a maioria dos decompositores, para a realização da respiração celular, com obtenção da energia obtida na matéria orgânica, também diminuí (isto acontece porque a fotossíntese e a respiração celulares são processos complementares, ou seja, os produtos da fotossíntese, (a matéria orgânica e o oxigénio) constituem matérias-primas na respiração celular, e vice-versa).
Mas, o abate de grandes áreas florestais, não é a única ação humana, que faz aumentar a quantidade de carbono para a atmosfera:


  • Também a queima de combustíveis fósseis (quer pelas industrias, quer pelos transportes) provoca a libertação acelerada para a atmosfera de grandes volumes de carbono armazenado nos combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Também  são libertados gases azotados que afetam a camada de ozono e originam chuvas ácidas.
  • Os incêndios florestais são uma das maiores fontes de emissão de poluentes para a atmosfera, libertam gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono.
  • O Aquecimento global- Provocado por um efeito estufa exagerado (aumentado pelo Homem), fazendo subir a temperatura média da atmosfera - um fenómeno conhecido por aquecimento global. O problema é que muitos ecossistemas estão a ficar alterados. Provocando, por exemplo, o degelo das calotes polares e dos glaciares, da Antártida e a alteração da precipitação e da evapotranspiração das plantas.


Então podemos concluir que as ações humanas, interferem negativamente nos ciclos da matéria, e que estão interrelacionados umas ou com as outras.

Algumas das suas ações podem tornar-se menos impactantes através de ações sustentáveis, como a reciclagem e a reutilização de materiais.



Ação humana e ciclos da matéria

quinta-feira, 7 de março de 2019

Os ciclos de matéria nos ecossistemas

A transferência de matéria nos ecossistemas é cíclica e contínua.
Os ciclos da matéria asseguram a reciclagem da matéria orgânica e da matéria mineral, indispensável ao equilíbrio dinâmico dos ecossistemas.
Atividades vitais como a fotossíntese, a nutrição, a respiração celular e a decomposição dependem dos ciclos da matéria (ciclo da água, do oxigénio, do carbono e do azoto).
A decomposição da matéria evita a acumulação de detritos orgânicos no ecossistema e assegura o fluxo de nutrientes minerais aos organismos produtores.
A evaporação, a condensação, a precipitação, a escorrência e a infiltração são etapas importantes do ciclo da água.
A fotossíntese e a respiração celular (são considerados complementares) são processos biológicos fundamentais no ciclo do carbono e no ciclo do oxigénio.
A fixação de azoto atmosférico, a nitrificação de compostos azotados e a sua desnitrificação são fases essenciais do ciclo do azoto.
As ações humanas, através da queima de combustíveis fósseis, do aquecimento global, da desflorestação ou do uso intensivo de fertilizantes, entre outras, interferem negativamente nos ciclos da matéria.

terça-feira, 5 de março de 2019

"Sacos de Plástico têm os dias contados!"


Eu e os meus colegas, criamos um projeto Sacos de Plástico têm os dias contados!” desenvolvido pela Brigada Eco-Escolas, na disciplina de Ciências Naturais, com a ajuda da professora Rosália Ribeiro.

Este projeto desenvolve-se em torno da questão da redução do uso de sacos plástico, criando e distribuindo uma alternativa aos sacos plásticos na comunidade local, tendo por base os pressupostos da política dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).

A ideia é criar, com recurso a vestuário usado e velho, sacos para as compras, em colaboração com comunidade em geral (famílias, lar, escola,..), e estes sacos serem distribuídos, gratuitamente, nas lojas do comércio local e às famílias através dos alunos da nossa escola.

Para a divulgação do nosso projeto, elaboramos cartazes e panfletos, dá uma vista de olhos!
Cartaz:

panfleto